"Foi quando, caindo em si, falou consigo mesmo: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida com fartura, e eu aqui, morrendo de fome! Levantar-me-ei, tomarei o caminho de volta para meu pai, e ao chegar lhe confessarei: Pai, pequei contra o céu e contra ti." (Lucas, 15: 17-18)
Na parábola do filho pródigo vemos um filho que queria resolver a sua situação e voltar a se sentir bem, ainda que para isso tivesse que se aproveitar da bondade do seu pai; e por outro lado, vemos um pai que esperava a volta do seu filho por qualquer que fosse o motivo.
Para o pai a motivação por trás da volta do seu filho não importava mais do que a razão que faria com que o filho não saísse novamente.
É possível ver que o seu anseio para ter o filho de volta era tão grande que ele não permitiu que as culpas do jovem interferissem e roubassem o lugar que ele tinha de filho. Esse lugar era a maior riqueza que ele poderia ter acesso através do seu pai.
Em João 1:12 a palavra nos diz que Deus faz o mesmo com quem vai ter com Ele. Em vez de se discutir as razões de quem vem (suas culpas, crimes, riquezas, saúde, alegria, consolo, etc), Deus está interessado em dar algo que não se tem sem que se veja nEle um Pai: "o poder de ser feito filho de Deus."
Com esse status de filho, Deus está dizendo que o que nos leva a Ele não conta mais do que Ele tem para nós. Um filho é alguém dependente do: cuidado, conselho, sabedoria, apoio, etc, do seu pai. E com Deus não é diferente. Tudo o que Ele tem é para quem é filho.
Jesus certa vez fez questão de explicar que Deus sendo pai também quer dar o que os filhos precisam, por isso, Ele disse:
13. Ora, se vós, apesar de serdes maus, sabeis dar o que é bom aos vossos filhos, quanto mais o Pai que está nos céus dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem!”
(Lucas, 11)
E mais:
32. Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos concederá juntamente com Ele, gratuitamente, todas as demais coisas?
(Romanos, 8)
Deus é um pai que chama e espera continuamente por aqueles que Ele quer chamar de filhos, e não há condicionalismos para ver nEle essa figura de Pai.
Nós devemos nos permitir ver que Deus não é um inimigo ou uma barreira para a vida que vivemos. Pelo contrário, Deus é pai. E é um pai cheio de razões para nós querermos tê-lo por perto.
Simplesmente:
8. Provai e vede como o SENHOR é bom. Como é feliz o homem que nele se abriga!
(Salmos, 34)
V&P
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